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Eu não tenho escrito nestes dias porque ando a pensar muito e não consigo fazer as duas coisas ao mesmo tempo. A minha professora até perguntou se eu sou disléxico ou quê. Eu acho que sou o quê porque quando disse à minha mãe o que a minha professora tinha dito a minha mãe disse que estava com licença cagando para o que a minha professora dizia e que no tempo dela só havia cachopos burros. Agora é que têm a mania de andar com florinhas. Por isso não sou disléxico. Ando a fazer o que o meu avô se farta de dizer que é ver e calar como dizia o Salazar. As pessoas caladas vivem melhor. A minha tia está cansada de avisar a minha prima para fechar a matraca lá no feiceboque que é um perigo. A minha prima Idalina mete lá tudo o que lhe vem à mona e põe fotografias que a gente chama selfes com pau. Depois anda à batatada com os amigos que lhe dizem coisas por causa das mamas à mostra e dos paus que também se conseguem ver. A única vez que a minha tia meteu fotografias no feiceboque foi quando fomos passar férias a Albufeira e vimos duas holandesas velhas todas nuas a beber cerveja e uísques que são uma espécie de comida para gatos ricos que o do Firmino só comia restos. As holandesas andavam nuas e aos guinchos porque se usa muito lá na Holanda uma pessoa vestir-se assim quando vem a Portugal nas férias e passa pelo Guincho. A minha irmã teimou que era por causa dos homens da lota que saíram da rolote das velhas holandesas para ir à pesca. Eu acho que devia ser pesca com rede porque um deles trazia uma na boca. A minha tia disse que era igual às meias que a Idalina usa no trabalho e fotografou aquilo para mostrar que nós também usamos coisas bonitas quando trabalhamos e não é só no estrangeiro que as mulheres são finas. Depois meteu a fotografia no feiceboque. O meu tio quando viu disse que aquela merda era uma vergonha e só não cascou na minha tia porque sabe que se levanta o bico apanha uma pantufada que lhe leva os dentes que isto do machismo é uma coisa que enerva muito a minha tia. Eu acho que o meu tio ficou com raiva dos homens da lota por cauda das holandesas nuas que ele não viu porque estava a lavar a louça na pia do campismo. Começou a berrar que se gasta tudo em copos e mulheres e que depois é a miséria que se vê. A minha tia até teve de o acalmar e de lhe lembrar que ele já não tem idade para aquelas coisas. Que vá bebendo e calando porque da última vez que apanhou uma holandesa nua nem a deixou tirar os colantes e depois andou a dizer que a bandalhoca que é um badalhoca de banda larga era virgem. Uma virgem é uma senhora que cresce em cima das oliveiras. A bem dizer já não há muitas que isto de andar em cima das árvores ainda dá trabalho e já não rende como rendia. Eu gosto muito do senhor Djalobomble.

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O destaque

14.03.17

Eu gosto muito do destaque embora não saiba bem o que significa. Fui a tempo de ver a palavra no Magalhães antes de chegar um senhor vestido de ministro que mo tirou à chapada depois de outro senhor vestido de ministro mo ter dado há uns anos para eu ver o significado das palavras. Eu como agora aprendo inglês aqui na escola até lhe disse put a keep pare you mas o homem fez que não entendeu e arrancou-mo na mesma. Só tive tempo de ver que no Magalhães aparecia a palavra destaque por isso penso que é o contrário de taque que é uma coisa que se faz no hospital. Não é aquela coisa que se diz mas que primeiro bisnagamos o ambiente com uma das amostras de cheirinhos que a minha prima Idalina rouba nas perfumarias enquanto as empregadas estão distraídas a falar no uatesapo com as outras colegas que estão no balcão ao lado. Isso é um traque. Um destaque é uma coisa que atira para ar uns vírus que fazem mal às pessoas e aos computadores. Deve ter sido por isso que me tiraram o Magalhães que devia estar cheio de destaques dentro e já a infectar a mioleira à minha professora que disse que aquilo tudo era uma vigarice e que se nos apanhasse a ver mulheres nuas nos fechava a tampa do computador depois de nos meter a pila lá dentro. A Escola não é a oficina do meu primo Zeca que tem umas fotografias coladas na parede de senhoras com mamas de fora. A minha prima Idalina diz que são companheiras de luta que a minha prima é sindicalista e trabalha no turno da noite porque diz que depois das nove há mais movimento de massas. Eu só espero que não sejam as massas que comi com atum ao jantar que ainda andam às voltas nos meus intestinos. Até tive de disfarçar o pivete. Não foi é complicado porque basta a minha professora falar que ela tem um bafo que parece saído do Inferno e aquilo passa. É melhor se nenhum dos cachopos da minha classe não vomitar nos cadernos como aconteceu ao Bernardino que é um colega meu que está sentado no fundo da sala e que fica muito agoniado com os bafos das pessoas e que também vomita com o cheiro dos queijos da serra que a minha prima traz do sindicato quando não há trocos e com a bosta das vacas que andam a pastar aqui no recreio. A minha prima Idalina diz que as vacas deviam ser sagradas como num país chamado Índia que fica na América que está cheia de índios que usam penas na cabeça de passarinhos mortos à paulada que é uma menina que desfila em Torres Vedras chamada Paula mas que toda a gente trata por Paulada porque dizem que é tarada por andar toda nua a abanar o rabo em cima de um carro de bois enfeitado com flores de papel de embrulho durante as férias do Natal e fala com sotaque do Brasil que é país que fica debaixo do mar e que foi governado por uma lula gigante que também era sindicalista. Eu até penso que é tudo mentira porque o único país dentro de água que eu conheço é o meu e não é nenhuma lula que o governa e se dissermos que é um polvo mesmo que seja um polvo ranhoso levamos umas chibatadas que até nos levantam dos bancos depois de lá terem saído uns senhores de óculos e muito tesos por causa das preocupações e do trabalho que tiveram em almofadar o rabo para não magoar as hemorróidas quando decidem que já é altura de disfarçar os traques que foram dando mesmo aqueles que cheiram às amostras que a minha prima roubava nas perfumarias antes de a descobrirem lhe chamarem vaca e telefonarem à polícia. O que valeu foi que a minha prima Idalina também faz artesanato nas horas de ponta e ofereceu uns alfinetes de peito ao polícia de turno que gostou muito e agora não sai de lá de casa a pedir o resto porque pelos vistos a mulher dele é mais bolos. Eu gosto muito do destaque que fizeram no Sapo.

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O Festival da Canção é uma coisa muito bonita com muitas luzes onde as pessoas votam. O voto das pessoas que votam vai pelo telefone e depois manda às pessoas a conta. Eu este ano vi o Festival da Canção na casa da minha tia que gosta muito de canções festivaleiras que são canções onde é preciso gritar muito e ter muitos batuques e pessoas atrás aos pinchos com umas coisas a brilhar espetadas no cu e na cabeça. Este ano a minha tia disse que aquilo foi uma merda e que vamos ficar em último. Nos anos passados ganhamos sempre o Festival porque não mandamos um morcão e uma fanhosa a cantar uma coisa a dois que mal se ouvia. A minha tia disse também que o morcão que ganhou parecia que tinha caído no lixo e que aquilo não são maneiras de se apresentar no palco. Devia ter vestido uma coisinha limpa e assim com umas luzes a piscar como o Goucha. O Goucha não apresentou o Festival. Foram duas meninas muito bonitas. Uma chamada Bárbara que é de Fermentões em Guimarães que a minha prima Idalina conhece bem porque tem muita mata e muito arbusto e outra menina chamada Alberta Marques Fernandes que também faz as notícias depois do Festival. A minha tia achou que as duas meninas eram as únicas magrinhas que por lá havia mas eu vi outra que parecia que tinha morrido apertada com uma coisa castanha e achei que passava fome que no Festival não dão lanche. A minha prima Idalina gostou muito da canção onde havia uma senhora gorda que gritava muito a ver se apanhava os dois homens que cantavam ópera que é uma coisa que os cirurgiões fazem muito. A minha prima disse que essa sim era festivaleira. Ou essa ou a do rapaz que ninguém sabe quem é mas que era o Justino Biba porque cantava em inglês mas que estava disfarçado de velha para não ganhar logo. Eu achei bonita a canção que ganhou mas não disse nada porque a minha tia leva muito a peito o Festival que nos representa e era certinho que levava um tabefe. Não me lembro das outras pessoas do Festival mas isso é porque o peito da minha tia estava na frente e eu não consegui ver muito bem. A minha tia não sabe porque não mandam a Ana Malhoa que dá sempre muitos votos. Eu gosto muito do Festival.

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O BES

06.03.17

O caso BES é um caso mediático porque só se pode pagar com o cartão mediatis que é um cartão só para médicos. Não se pode usar o cartão multibanco como no caso BPN que é muito mais engraçado de dizer mas que fez muitas vítimas inocentes que agora usam umas pulseiras nos tornozelos que disparam um alarme que está ligado a uma central atómica que lhe coze os tomates quando pensam fugir. Isto é tudo tecnologia de ponta e nada como no caso das offchorses onde os polícias mandaram vir de fora uns cães que cheiravam mal as coisas. Não era preciso mandar vir do estrangeiro esses cães porque bastava a senhora pintora Paula Rego que é a chefe da Polícia Judiciária ir buscar a Tinita que é cadela da minha tia Elvira e que já tratava da alma porque os intestinos já eram. A Tinita safou-se de ir para o canil no ano passado porque o canil não estava pronto. O Presidente da Junta andou na carrinha com um funil eléctrico que aumenta a voz a dizer na freguesia ao lado que ninguém devia abandonar os animais porque tínhamos bichos que chegassem para abater quando o canil ficasse pronto. A Tinita costuma desatar a ladrar quando o telemóvel da minha prima Idalina toca e que está dentro de um saquinho que a Idalina comprou nos chineses parecido com o coelho do saquinho da mãe da Médi mas só que em rata. Os cães cheiraram e disseram que era uma coisa que o senhor governador do banco andava também a cheirar porque tinha droga. Não é nada disso. O saquinho só serve para não riscar o telemóvel que está lá dentro e que o governador do Banco de Portugal usa para telefonar para mandar vir salgados para o lanche ou marcar férias nas matas de um senhor muito rico que era dono de muita coisa e até das matas. A minha prima Idalina viu no cinema um filme chamado Blair que se passava nestas matas e ficou toda borrada. Até disse que matas nunca mais agora só nas esquinas e quando muito nas zonas das bordas com um ou outro arbusto que ainda lhe davam na tromba com as máquinas de filmar como àqueles campistas do Blair. O Balir era um ministro da Inglaterra que é um país que tem muita mata e que pertence a uma família real que se chama Mac Donaldes. Os Mac Donaldes abriram uma loja na América onde se vende computadores e carne picada que tem de ser muito bem esturricada porque senão aparecem dedos de pessoas lá dentro. A minha prima prefere comprar os rissóis e no Intermarché mas o meu primo Zeca disse que lhe dão azia. O meu primo Zeca é estúpido porque ninguém dá às pessoas os continentes. Ainda se fosse a Europa ainda vá que não vá que diz que somos todos de lá menos a Polónia que é de um senhor que anda atrás das mulheres para as desancar e para as esturricar nos fornos que pertenciam a um senhor que fazia filmes onde as pessoas andavam muito depressa e não tinham cores. As cores só apareceram muito depois com a evolução do Darwin. Não sei o que é o Darwin mas a minha prima Idalina diz que já fez isso quando esteve no Algarve. Deve ser um estrangeiro que veio junto dos cães que cheiram mal ou então um jornalista dos tablóides que são tábuas onde se levam os bifes dos Mac Donaldes para grelhar com os alhos e as cebolas que é como a minha professora gosta de os comer. A minha professora disse que para ela o caso BES já foi e é igual aos outros mas pior ainda. Nem sei porque é que ela me mandou fazer esta redacção logo a mim que sei tanto como a polícia. Só se for porque escrevo melhor e vou ser escritor quando for grande e metido no panteão que é uma casa onde também estão umas caixas de pedra sem nenhum morto dentro o que faz jeito porque eu não quero morrer. Eu gosto muito do caso BES.

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O senhor Doutor Eduardo Sá é um senhor muito bondoso assim tal e qual a madre Teresa de Calcutá que tratava dos pobres que eram mais do que as mães. As mães dos pobres também estavam lá em Calcutá e também eram pobres. A diferença é que o senhor Doutor Eduardo Sá não usa os panos da cozinha na cabeça como a madre Teresa mas também não conheceu a princesa Diana como a madre Teresa. A madre Teresa até lhe deu conselhos ó filha tu não corras que a tua vida é uma correria é tu para aqui é tu para acolá se continuas assim ainda te espetas contra um poste. A minha prima Idalina diz que já não se fazem senhores como o senhor Doutor Eduardo Sá nem como a princesa. A minha prima sabe muito destas coisa porque até diz que fazia na boa o Senhor Padre Amaro que é um senhor que namora com a Soraya Chaves que a minha tia diz que tem cara de quem anda com um vibrador encastrado. Eu não sei o que é encastrado mas deve ser das cozinhas porque a minha tia também tem uma encastrada no apartamento novo. Um vibrador eu sei que é um aparelho para bater na fruta. A minha avó disse que mais vale um pássaro na mão que dois desses batedores a vibrar mas a minha avó só diz merda porque teve um acidente em pequena e ficou sem os dentes da frente que são os dentes que fazem a ligação com os miolos. Não é como o senhor Doutor Eduardo Sá que é muito inteligente e muito compreensivo. Até defende as bichas que o meu primo diz que deviam ser todas queimadinhas. Eu também acho que as bichas deviam ser queimadas. Eu só arranco asas às moscas e até já nem acho muita piada mas se a minha mãe me vê a tocar nos fósforos levo nas trombas porque no ano passado incendiei o palheiro onde a minha prima Idalina fazia o picheleiro. A minha prima com o talento que tem para estas coisas devia era ser professora de trabalhos manuais como o senhor Doutor Eduardo Sá que também faz muita coisa com a mão segundo diz o meu primo Zeca que lê muito. O meu primo só não acha bem o que o senhor Doutor Eduardo Sá defenda as bichas porque elas também fazem mal aos intestinos. São uma doença que ataca muito as pessoas inocentes que vão passear às quatro da manhã para o parque Eduardo número sete. São pessoas muito distraídas assim como eu que já vou levar dois estalos da minha professora porque o senhor Doutor Eduardo Sá parece que é jesuíta. Podiam ter-me dito há mais tempo que afinal a redacção era sobre um pastel mas também apanhava nas trombas porque afinal um jesuíta também não é um pastel. Raio da merda do homem que só me dá problemas. Eu não gosto de problemas porque fico sempre com a cara a arder e o nariz a sangrar como o meu primo Zeca quando vai ao futebol e não leva umas coisas de ferro para enfiar nos dedos e que o meu primo diz que ajudam muito quem tem problemas de nervos. Eu gosto muito do Senhor Doutor Padre Jesuíta Eduardo Sá.

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Gaffe