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O BES

06.03.17

O caso BES é um caso mediático porque só se pode pagar com o cartão mediatis que é um cartão só para médicos. Não se pode usar o cartão multibanco como no caso BPN que é muito mais engraçado de dizer mas que fez muitas vítimas inocentes que agora usam umas pulseiras nos tornozelos que disparam um alarme que está ligado a uma central atómica que lhe coze os tomates quando pensam fugir. Isto é tudo tecnologia de ponta e nada como no caso das offchorses onde os polícias mandaram vir de fora uns cães que cheiravam mal as coisas. Não era preciso mandar vir do estrangeiro esses cães porque bastava a senhora pintora Paula Rego que é a chefe da Polícia Judiciária ir buscar a Tinita que é cadela da minha tia Elvira e que já tratava da alma porque os intestinos já eram. A Tinita safou-se de ir para o canil no ano passado porque o canil não estava pronto. O Presidente da Junta andou na carrinha com um funil eléctrico que aumenta a voz a dizer na freguesia ao lado que ninguém devia abandonar os animais porque tínhamos bichos que chegassem para abater quando o canil ficasse pronto. A Tinita costuma desatar a ladrar quando o telemóvel da minha prima Idalina toca e que está dentro de um saquinho que a Idalina comprou nos chineses parecido com o coelho do saquinho da mãe da Médi mas só que em rata. Os cães cheiraram e disseram que era uma coisa que o senhor governador do banco andava também a cheirar porque tinha droga. Não é nada disso. O saquinho só serve para não riscar o telemóvel que está lá dentro e que o governador do Banco de Portugal usa para telefonar para mandar vir salgados para o lanche ou marcar férias nas matas de um senhor muito rico que era dono de muita coisa e até das matas. A minha prima Idalina viu no cinema um filme chamado Blair que se passava nestas matas e ficou toda borrada. Até disse que matas nunca mais agora só nas esquinas e quando muito nas zonas das bordas com um ou outro arbusto que ainda lhe davam na tromba com as máquinas de filmar como àqueles campistas do Blair. O Balir era um ministro da Inglaterra que é um país que tem muita mata e que pertence a uma família real que se chama Mac Donaldes. Os Mac Donaldes abriram uma loja na América onde se vende computadores e carne picada que tem de ser muito bem esturricada porque senão aparecem dedos de pessoas lá dentro. A minha prima prefere comprar os rissóis e no Intermarché mas o meu primo Zeca disse que lhe dão azia. O meu primo Zeca é estúpido porque ninguém dá às pessoas os continentes. Ainda se fosse a Europa ainda vá que não vá que diz que somos todos de lá menos a Polónia que é de um senhor que anda atrás das mulheres para as desancar e para as esturricar nos fornos que pertenciam a um senhor que fazia filmes onde as pessoas andavam muito depressa e não tinham cores. As cores só apareceram muito depois com a evolução do Darwin. Não sei o que é o Darwin mas a minha prima Idalina diz que já fez isso quando esteve no Algarve. Deve ser um estrangeiro que veio junto dos cães que cheiram mal ou então um jornalista dos tablóides que são tábuas onde se levam os bifes dos Mac Donaldes para grelhar com os alhos e as cebolas que é como a minha professora gosta de os comer. A minha professora disse que para ela o caso BES já foi e é igual aos outros mas pior ainda. Nem sei porque é que ela me mandou fazer esta redacção logo a mim que sei tanto como a polícia. Só se for porque escrevo melhor e vou ser escritor quando for grande e metido no panteão que é uma casa onde também estão umas caixas de pedra sem nenhum morto dentro o que faz jeito porque eu não quero morrer. Eu gosto muito do caso BES.

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O senhor Doutor Eduardo Sá é um senhor muito bondoso assim tal e qual a madre Teresa de Calcutá que tratava dos pobres que eram mais do que as mães. As mães dos pobres também estavam lá em Calcutá e também eram pobres. A diferença é que o senhor Doutor Eduardo Sá não usa os panos da cozinha na cabeça como a madre Teresa mas também não conheceu a princesa Diana como a madre Teresa. A madre Teresa até lhe deu conselhos ó filha tu não corras que a tua vida é uma correria é tu para aqui é tu para acolá se continuas assim ainda te espetas contra um poste. A minha prima Idalina diz que já não se fazem senhores como o senhor Doutor Eduardo Sá nem como a princesa. A minha prima sabe muito destas coisa porque até diz que fazia na boa o Senhor Padre Amaro que é um senhor que namora com a Soraya Chaves que a minha tia diz que tem cara de quem anda com um vibrador encastrado. Eu não sei o que é encastrado mas deve ser das cozinhas porque a minha tia também tem uma encastrada no apartamento novo. Um vibrador eu sei que é um aparelho para bater na fruta. A minha avó disse que mais vale um pássaro na mão que dois desses batedores a vibrar mas a minha avó só diz merda porque teve um acidente em pequena e ficou sem os dentes da frente que são os dentes que fazem a ligação com os miolos. Não é como o senhor Doutor Eduardo Sá que é muito inteligente e muito compreensivo. Até defende as bichas que o meu primo diz que deviam ser todas queimadinhas. Eu também acho que as bichas deviam ser queimadas. Eu só arranco asas às moscas e até já nem acho muita piada mas se a minha mãe me vê a tocar nos fósforos levo nas trombas porque no ano passado incendiei o palheiro onde a minha prima Idalina fazia o picheleiro. A minha prima com o talento que tem para estas coisas devia era ser professora de trabalhos manuais como o senhor Doutor Eduardo Sá que também faz muita coisa com a mão segundo diz o meu primo Zeca que lê muito. O meu primo só não acha bem o que o senhor Doutor Eduardo Sá defenda as bichas porque elas também fazem mal aos intestinos. São uma doença que ataca muito as pessoas inocentes que vão passear às quatro da manhã para o parque Eduardo número sete. São pessoas muito distraídas assim como eu que já vou levar dois estalos da minha professora porque o senhor Doutor Eduardo Sá parece que é jesuíta. Podiam ter-me dito há mais tempo que afinal a redacção era sobre um pastel mas também apanhava nas trombas porque afinal um jesuíta também não é um pastel. Raio da merda do homem que só me dá problemas. Eu não gosto de problemas porque fico sempre com a cara a arder e o nariz a sangrar como o meu primo Zeca quando vai ao futebol e não leva umas coisas de ferro para enfiar nos dedos e que o meu primo diz que ajudam muito quem tem problemas de nervos. Eu gosto muito do Senhor Doutor Padre Jesuíta Eduardo Sá.

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Na semana passada a minha professora chamou a mãe do Firmino à nossa escola. A mãe do Firmino meteu baixa que é uma coisa pequena e veio ver o que era. A minha professora mandou-a sentar ao pé dela mesmo à nossa frente mas de lado e disse-nos que tinha sido o Firmino a roubar os lápis de cor à Liliana e que era bom que toda a gente soubesse qual era a raça do cachopo. A mãe do Firmino ficou como os tomates do meu primo Zeca que são muito vermelhos e brilhantes e desatou a chorar que nem parecia uma pessoa crescida. A gente grande chora para dentro que as lágrimas depois de velhas só caem no coração. Depois a mãe do Firmino levantou-se e foi ter com o Firmino que está na última carteira mesmo ao pé da janela porque é o único que diz que não tem frio. Agarrou-lhe na mão e foi-se embora. Nem disse bom-dia que é muito educado dizer-se quando vamos embora. Também podemos dizer adeus mas isso é só quando temos lágrimas grandes na garganta quase a cair no coração e já não vale a pena dizer bom-dia porque é sempre noite. Eu sei que o Firmino vai apanhar uma tareia e depois vai dizer que caiu pelas escadas abaixo ou que tropeçou na lenha e raspou a cara nas farpas. A gente sabe e já não liga. O meu pai disse que só se perdem as que caem no chão. Eu não me importava nada que as que caem no chão não nos apanhassem já lá deitados mas a gente não pode ter tudo o que quer. O Firmino se queria ter lápis de cor devia ter pedido ao padrinho dele ou então que pintasse o sol com a tinta das mimosas esmagadas misturada com cuspo. Não fica muito bem mas dá para disfarçar e mais vale pouca coisa do que nada como diz a minha avó. O céu deixava em branco a fazer de conta que são nuvens. Não se podem roubar coisas para dar cor ao nosso céu. Eu acho que têm de ser nossas. A Liliana ficou quase uma semana sem os lápis e levou duas estaladas por não apresentar os desenhos em condições. Foi por isso que estava toda contente por saber que o Firmino ia apanhar das boas no lombo. Foi bem feito para ela o Firmino ter aparecido sem uma negra.  Acho que foi a mãe do Firmino que se meteu à frente e disse ao Firmino para se esconder depressa e depois tropeçou. Eu sei disto porque a minha irmã viu a mãe do Firmino e disse assim pelo meio dos dentes olha outra que também cai muitas vezes. A mãe do Firmino aleija-se muito. Eu gosto muito de pintar o céu de branco.

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A D. Dulce

01.03.17

Eu gosto muito da D. Dulce Pontes. Ontem vi na televisão que a D. Dulce lançou um novo CD que os velhos já tinha lançado e fiquei muito espantado, porque a D. Dulce faz CD todos estragados. O senhor Vitorino que é um homem que tem reuniões às Segundas e Quintas-feiras ao fim do dia com a minha irmã Idalina deu-lhe um e disse-lhe olha Idalina hoje não trouxe queijo mas dou-te este CD muito bom que me deram lá nas obras. Eu até fiquei muito contente porque sou obrigado a comer os queijos do senhor Vitorino que diz que fazem muito bem aos ares mas que cheiram muito mal porque são da serra e os pastores são muito pobres e não conseguem dinheiro para comprar luvas para amassar as tetas das cabras e então usam nas mãos as peúgas de lã que tiram aos fins-de-semana para as pastoras as poderem lavar. O CD que o senhor Vitorino deu à Idalina estava mal porque avariou a aparelhagem e a culpa não foi da aparelhagem que até tem um botão que diz play em inglês. Isso não adiantou nada porque quando a minha irmã meteu o CD o aparelho começou aos gritos muito estranhos que até parecia que estavam a enfiar um cacto no cu da D. Dulce. O meu primo Zeca disse ó Idalina ó bruta tu não vês que é a mulher que canta assim. O meu primo Zeca não pode dizer nada porque só gosta da dona Mariza Rodrigues que já morreu e está metida na parede dum apartamento muito grande e importante em Lisboa. A D. Mariza Rodrigues tinha o cabelo branco dos desgostos que apanhava quando andava no fado e com carrapichas que é uma mistura de carrapato e das coisas que não posso escrever aqui porque levo uma pantufada da minha professora que me leva os dentes e que é muito injusta porque não faz mal usar os nomes científicos que os médicos dão à pila. Eu não tenho culpa da D. Mariza Rodrigues ter carrapichas no cabelo que foram feitas por um cabeleireiro bicha com cuspo. O cuspo das pessoas bichas é muito peganhento e pegajoso vá lá a gente saber porquê e dá para fazer essas coisas que dão muito trabalho e que fazem as pessoas bichas adoecerem e ficarem muito distraídas e muito cansadas. O Senhor Padre Alfredo disse que as pessoas bichas precisavam de tratamento num campo e de se concentrarem mais. O meu primo Zeca disse que as pessoas bichas não podem meter um supositório sem o segurarem com um alfinete porque cai. Ora eu acho que gente assim precisa de ajuda como eu que mamei agora uma traulitada da minha professora porque a D. Mariza não se chama Rodrigues e quem se chama Rodrigues é outra senhora chamada Amália que não morreu porque o meu primo Zeca disse que ela não morre e que abre os braços e levanta a cabeça para ver se os pássaros não lhe borram a cena e que diz obrigada obrigada obrigada agora o povo agora o povo agora o povo e a gente canta que se desunha em vez da senhora D. Rodrigues que ganha um pipa de massa com aquilo e depois compra cortinados muito grandes que também servem de vestidos mas mais bonitos do que os da D. Dulce que são todos uns sacos de merda e que a fazem gorda e a parecer um daqueles bonecos gigantes que havia naquele país que agora é dos americanos e que uns homens deitaram abaixo para fazer bonequinhos mais pequenos e vender aos chineses que fazem aparelhagens iguais à da Idalina e que gostam muito de ouvir a D. Teresa Salgueiro que era uma freira que cantava sempre a mesma coisa na missa. O senhor papa número 16 antes deste mandou-a para a China quando descobriu que ela não era culogista e gostava de incendiar vacas e depois comer. A D. Teresa pelo menos não faz caretas como a D. Dulce. Parece que não é um cacto que lhe enfiaram no cu é coisa mais fina tipo apito. A D. Teresa usa umas mantas pretas com penduricalhos nas pontas e tem também um cabeleireiro muito doente que não sabe que o cabelo é uma coisa que cresce pela massa cinzenta do cérebro e que até pode encravar e crescer para dentro e fazer as pessoas carecas. Eu gosto muito da D. Dulce Pontes.

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As polémicas

28.02.17

Eu não sei muito bem o que são polémicas porque ainda sou pequeno e não conheço muitas palavras difíceis. Mesmo as que conheço às vezes só sei dizer as letras. Eu acho que tem a ver com desenhos mal feitos e com o Teatro do senhor Filipe la Féria que também se chama Teatro Polémico. Eu por acaso não gosto porque não tem pessoas nuas. Até era fácil ter. Eu fui ver com os meus pais um teatro chamado Mai Fair Lade que também é do senhor Filipe La Féria que é muito rico e tem muitos teatros e o meu pai disse que merda daquela os bombeiros daqui também fazem. Basta arranjar um candeeiro grande e umas escadas em caracol e ensinar a Idalina a fazer de rica porque parola ela não precisava que já é e até se punha nua se fosse preciso. O meu pai não pode dizer nada porque não estudou como eu que já vou apanhar um soco porque a minha professora está a dizer que o Teatro do Senhor Filipe La Féria afinal não se chama Polémico e que se chama uma coisa que se lhe varreu da cabeça. Eu agora não posso apagar nada porque a minha borracha está nas últimas e tenho de poupar que já gastei o lápis de cor amarelo a pintar o sol. Por falar nisso lembrei-me agora das polémicas das caricaturas e acho que devem ser desenhos mal feitos e com números de telefone porque dão porrada. O meu primo Zeca também levou uma carga de porrada do meu tio no ano passado quando fez um desenho da minha prima e escreveu a Idalina é puta e pôs o número de telefone dela nas paredes da cagadeira que agora se chama duplo Vê Cê desde que o Presidente da Junta mandou uma fotografia ao senhor Costa com as sanitas todas partidas. Eu vi o senhor Costa na televisão uma vez mas não ligo muito a concursos com o senhor Passos Coelho a apresentar. Só sei que foi o senhor Costa com o dinheiro que ganhou nesse concurso que mandou para cá sanitas novas que o meu primo Zeca andou a meter nos buracos antes de levar porrada. Quando lhe bateram ele ficou com um osso do ombro partido e já não fez mais nada porque era um osso que vai direitinho ao cérebro e quando a gente o parte pronto já não pode meter sanitas e só grita. O meu primo Zeca fez um chinfrim desgraçado a dizer que lhe tinham cortado a liberdade de expressão mas se calhar é a liberdade que às vezes se exprime mal e depois dá em porrada como os árabes da televisão que andam a queimar panos e a atirar coisas às pessoas que até parecem o senhor Doutor Mário Nogueira mas que não são árabes nem são o senhor Doutor mário Nogueira. São mas é senhores disfarçados porque eu sei que os árabes só andam de panos de cozinha na cabeça e lençóis cosidos. não queimam a roupa. As senhoras árabes andam com gaze nas mamas e na boca por causa dos dentes podres que na Arábia não há muitas escovas. Eu sei isto porque no Carnaval a minha prima Idalina disse ao Zeca olha eu vou vestida de árabe tu vê se me arranjas umas gazes lá no hospital onde vais fazer os tratamentos. O meu primo Zeca vai fazer tratamentos por causa da tareia que mamou à custa do desenho que fez da minha prima no duplo Vê Cê. Até foi injusto porque a minha prima Idalina passou a receber muitas mais chamadas a sair mais e até já foi ao dentista tratar dos dentes porque com eles podres fica-se com uma voz esquisita ao telefone. Eu gosto muito de polémicas.

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Gaffe