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A D. Fátima Lopes é uma senhora muito rica e presidente do sindicato duma coisa chamada estilistas que se preocupa muito com as cores das roupas que se usam e com as carteiras que levamos de férias ou quando queremos fugir à polícia depois de as levarmos. A polícia já prendeu os senhores que gostavam de andar com os sacos azuis dos cachopos que encontravam no Continente. O Continente é uma terra do senhor Paulo Azevedo que só veste coisas caras e com cores bonitas. A minha prima Idalina diz que é importante a gente ficar preocupada com as cores e disse mesmo que havia um senhor rei chamado Napoleão que tinha um casaquinho vermelho para não se notar o sangue quando ia à guerra. Há também o senhor engenheiro Sócrates que só veste calças pretas e ainda o senhor abade João das Neves que só usa sacos brancos para combinar com as meias que são iguais às do meu primo Zeca. O meu primo Zeca vai-se casar com a Dalete que agora se escreve D’All Lete por causa dos turistas e se lê Delete por causa dos computadores. O casamento vai ser aqui na escola dentro da sala de trabalhos manuais porque a minha professora diz que se querem fazer casamentos na sala dela ela parte tudo à chapada depois de nos fazer mastigar o giz que isto não é a casa da mãe Joana que é a avó dela e está internada no hospital onde o meu primo Zeca alugou umas camitas para os convidados que são do Alentejo. Os convidados ficam nesta casa na véspera do casamento. Devia ser no quartel porque a Idalina se sentia mais em casa. Já conhecia os guardas todos e até se podiam usar as cornetas e as gaitas dos guardas da fanfarra que a minha prima toca muito bem segundo dizem os que fazem a ronda todas as noites cá por casa e que nunca são os mesmos. Até me causa espécie porque as fanfarras deviam ter sempre as mesmas gaitas. A Idalina tem pouca sorte porque o quartel já está reservado para uma coisa chamada congresso doutra coisa chamada PP e os guardas estão todos prontos com aqueles capacetes dos robôs para que ninguém dê uma traulitada nas senhoras velhinhas que lá vão e que são como a avó da senhora professora que teve um ataque e que fala com a boca torta. Dizem que é para os turistas que chegam do estrangeiro e do Brasil compreenderem. O estrangeiro também é onde a D. Fátima Lopes vai ao cabeleireiro porque é para isso que tem um táxi sempre à porta mesmo mesmo mesmo ao mesmo tempo que a D. Maria José Morgado que é uma pintora muito famosa que vive no Rego. A D. Maria José Morgado manda chamar a D. Fátima Lopes para irem as duas dar uma de mão nos tectos ou apresentar um programa da televisão onde ela é ajudada a vestir pela senhora Fátima Lopes que é prima do senhor Santana Lopes que eu não sei quem é mas que anda por aí lá isso anda mas não que tem nenhum cabeleireiro amigo.  Eu gosto muito da D. Fátima Lopes.

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Gaffe



1 coisa escrita

De Maria Araújo a 27.02.2017 às 16:37



Desculpa, Gui, mas não posso deixar de te dizer que adoro ler-te.
Por vezes, tenho de ver quem é quem, dos nomes que referes, nas tuas redacções.

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